Deltan recusa promoção para continuar à frente da Operação Lava Jato

O procurador Deltan Dallagnol, que é visto como um herói pela condução à frente da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, recusou nesta segunda-feira (21) sua possível promoção à procurador regional da República.

Dallagnol apresentou uma objeção à sua possível promoção, já que passaria a atuar na segunda instância e teria de deixar as investigações da operação que desmantelou o maior esquema de corrupção do mundo.

Nos bastidores à promoção era vista como uma “saída honrosa” para ele, que vem sofrendo fortes ataques desde que mensagens obtidas de forma ilegal passaram a ser usadas para atacar as autoridades envolvidas na operação.

Devido sua rejeição a possível promoção, o procurador continuará atuando na força-tarefa do Paraná, investigando crimes ligados a corrupção, como tem feito nos últimos anos.

Ao todo são dez vagas para procurador regional da República, sendo que Deltan se qualifica para uma das vagas devido ao seu tempo de carreira.

A decisão final sobre as promoções é do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP).

O procurador ainda corre o risco de ser afastado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que pode acatar pedidos de punição feitos contra ele.

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